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A manifestação articulou diferentes segmentos da sociedade em torno de pautas sociais e políticas, tornando-se um marco de mobilização entre os jovens e se estendendo por 10 quarteirões da Avenida Paulista
Milhares de pessoas ocuparam a Avenida Paulista, em São Paulo, no domingo, 11 de outubro, durante a Marcha pela Democracia, em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A mobilização reuniu diferentes setores da sociedade em torno de pautas sociais e políticas, sendo um verdadeiro fenômeno entre a juventude e ocupando 10 quarteirões da Paulista.
Vestidos de vermelho e com as cores da bandeira brasileira, os manifestantes defenderam a soberania nacional, o fim da escala de trabalho 6×1, a saúde e a educação públicas e os direitos sociais. Além de levantar essas bandeiras, o ato combateu a proposta de “tesouraço” no orçamento público, defendida por Flávio Bolsonaro, e a privatização dos bancos públicos.
O ato também homenageou as vítimas da pandemia de Covid-19 e contou com críticas à condução da crise sanitária pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Manifestações relacionadas ao escândalo envolvendo o Banco Master e Flávio Bolsonaro também estiveram presentes.
A marcha foi organizada de forma independente por movimentos sociais e fandoms (comunidades de fãs de artistas e grupos musicais), que tiveram participação importante na convocação. Fãs de BTS, Taylor Swift, Lady Gaga, Anitta e Beyoncé estiveram entre os grupos mobilizados. Também participaram torcidas organizadas de clubes como Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos, movimentos estudantis da USP, PUC-SP e Unifesp e representantes da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo.
Para a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Neiva Ribeiro, a participação popular neste momento é fundamental para defender direitos e impedir retrocessos sociais.
“A democracia se fortalece com a participação do povo e com a mobilização em defesa dos direitos conquistados. Para os trabalhadores, é fundamental defender a soberania nacional, os serviços públicos, o emprego digno e condições de trabalho que respeitem a vida. Tudo isso só será possível com a derrota do projeto bolsonarista nas urnas”, afirma Neiva.
A mobilização ganhou espaço nas plataformas digitais por meio das mídias alternativas. Com um estúdio na Avenida Paulista, os canais TVT, DiaTV, ICL, Mídia Ninja e 342 Artes transmitiram conjuntamente a Marcha pela Democracia. A cobertura começou às 11h e contou com entrevistas com convidados de diferentes áreas.
Entre os destaques esteve a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin, que se reuniu com representantes dos fandoms de BTS, Taylor Swift, Lady Gaga, Anitta e Beyoncé. A transmissão também recebeu os apresentadores Foquinha, Wanessa Wolf, Gui Sampaio e Edu e Fih, do Diva Depressão.
O repórter Erick Braga, da TVT, falou com políticos, deputados eleitos nessas eleições e artistas que estavam presentes no domingo, como Luna Zarattini, vereadora e a deputada federal mais votada da história do PT; Guilherme Cotez, deputado federal eleito pelo Psol; a vereadora do Psol Amanda Paschoal; a cantora Duqueza, Adilson Araújo da CTB; entre outros.
> Confira as entrevistas no Instagram da TVT.

No dia 12 de outubro, outra grande manifestação reuniu milhares de pessoas na orla de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. Com a mesma proposta do ato na Av. Paulista, a mobilização teve início às 13h.
Em um momento do ato, o cantor Gilberto Gil apareceu na sacada de um prédio e foi aplaudido pela multidão. Também houve mobilizações nos Arcos da Lapa e em outras cidades, como Maceió, Niterói, Belo Horizonte, Goiânia, Salvador e Brasília.
Fonte: SEEB/SP
Fonte: FETEC-SP/ SEEB SP
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