Central de Atendimento Central de Atendimento
WhatsApp ou (19) 3443-1440
  • Siga-nos

Notícias


Outubro Rosa: FETEC-CUT/SP reforça importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama

Imagem Principal

Campanha chama atenção para a saúde das mulheres, os fatores de risco da doença e a necessidade de fortalecer as políticas públicas de prevenção, diagnóstico e tratamento

 

A Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito do Estado de São Paulo (FETEC-CUT/SP) se soma à campanha Outubro Rosa para reforçar a importância dos cuidados com a saúde das mulheres, especialmente das trabalhadoras bancárias, e ampliar a conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. A iniciativa também destaca a necessidade de garantir acesso à informação, aos exames preventivos e ao tratamento adequado, por meio do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

A importância da campanha é evidenciada pelos números. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil deverá registrar aproximadamente 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028. Entre as mulheres, o câncer de mama permanece como o tipo mais incidente, excluídos os tumores de pele não melanoma, com previsão de 78.610 novos diagnósticos anuais no período, o equivalente a cerca de 30% dos casos de câncer na população feminina.

Os dados de mortalidade também reforçam a gravidade do cenário. Nos últimos dez anos, quase 180 mil mulheres morreram em decorrência do câncer de mama no Brasil, uma média de aproximadamente 18 mil mortes por ano. Os números evidenciam a necessidade de ampliar as ações de conscientização e assegurar que as mulheres tenham acesso oportuno aos serviços de saúde.

Prevenção e diagnóstico precoce salvam vidas

De acordo com o INCA, cerca de 17% dos casos de câncer de mama podem ser evitados por meio da adoção de hábitos saudáveis. A prática regular de atividades físicas, a manutenção do peso adequado, a redução do consumo de bebidas alcoólicas, o abandono do tabagismo e a amamentação são medidas que contribuem para diminuir o risco de desenvolvimento da doença.

A idade é um dos principais fatores de risco, uma vez que aproximadamente quatro em cada cinco casos são diagnosticados em mulheres com mais de 50 anos. Outros fatores associados incluem sedentarismo, excesso de peso, consumo de álcool, tabagismo, determinadas condições hormonais e reprodutivas, além de histórico familiar de câncer de mama ou de ovário.

Além dos cuidados preventivos, conhecer o próprio corpo e estar atenta a possíveis alterações nas mamas são atitudes fundamentais. Sinais como caroços persistentes, mudanças no tamanho ou formato das mamas, alterações na pele, retração do mamilo ou saída espontânea de líquido devem ser investigados por profissionais de saúde. Grande parte dos casos é identificada inicialmente pelas próprias mulheres, o que reforça a importância da atenção aos sinais e da busca por avaliação médica.

A mamografia também desempenha papel essencial na detecção precoce da doença. Desde 2025, a recomendação do Ministério da Saúde é que mulheres de 50 a 74 anos realizem o exame de rastreamento a cada dois anos. A atualização considera evidências científicas sobre os benefícios da mamografia na redução da mortalidade nessa faixa etária. Mulheres que apresentem sintomas ou alterações suspeitas devem procurar atendimento, independentemente da idade ou do intervalo previsto para o rastreamento.

O diagnóstico em estágio inicial amplia as possibilidades de tratamento e está associado a melhores prognósticos. Em 2024, o SUS realizou 4,4 milhões de mamografias, das quais aproximadamente 4 milhões foram destinadas ao rastreamento. Apesar da importância desses atendimentos, é fundamental avançar na ampliação do acesso aos exames, na agilidade dos diagnósticos e na garantia de tratamento adequado.

Saúde das mulheres é um direito que deve ser garantido

Para a FETEC-CUT/SP, o Outubro Rosa também representa uma oportunidade de reafirmar que a proteção à saúde das mulheres deve ser uma prioridade permanente, inclusive nos ambientes de trabalho. A conscientização precisa estar acompanhada de políticas públicas efetivas, capazes de assegurar prevenção, acolhimento, diagnóstico e tratamento em tempo oportuno.

“Mais do que uma campanha de conscientização, o Outubro Rosa é um convite à ação. Cuidar da saúde é um direito das mulheres e um dever da sociedade, que precisa garantir acesso a exames, diagnósticos e tratamentos por meio do fortalecimento do SUS. O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura, mas essa luta não pode se limitar ao mês de outubro. Precisamos avançar na construção de políticas públicas permanentes de prevenção, proteção e cuidado integral à saúde das mulheres, assegurando atendimento digno, acolhimento e condições para que todas possam cuidar de si. Defender a saúde das mulheres é também defender direitos, dignidade e qualidade de vida”, destaca Ana Lúcia Ramos Pinto, secretária-geral da FETEC-CUT/SP.

Fonte: FETEC-SP


Todos os direitos reservados ao(s) autor(es) do artigo.